Este espaço conjuga duas paixões: o rugby e o coleccionismo. Pretende dar a conhecer (aos poucos) a minha colecção filatélica já bastante avançada sobre o tema "rugby" e, simultaneamente, aproveitar esse pretexto para, aqui e além, opinar, divulgar e testemunhar sobre "coisas" deste desporto fantástico. Claro está que um dos objectivos é conquistar adeptos para este tipo de coleccionismo, fazendo com que se juntem a este MAUL DINÂMICO!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

IRB Nations Cup 2009


sábado, 26 de abril de 2014

Romtelecom com o Rugby


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Memorial Tibuleac 2009


terça-feira, 22 de abril de 2014

domingo, 20 de abril de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Haka à chuva

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A despedida de Hong Kong

quarta-feira, 9 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O meu Hong Kong Sevens

Há muitos anos que queria ira ao Hong Kong Sevens. Este ano, com a indulgência da minha família, o beneplácito da minha chefia no trabalho, a companhia de dois amigos e a ajuda inestimável daqueles que nos conseguiram arranjar bilhetes a aventura realizou-se…

Tudo o que possa dizer não será, certamente, suficiente para vos dar uma verdadeira imagem do que são aqueles três dias.
Na realidade, a nossa viagem começou estavam os Lobos a disputar o torneio de Tóquio. Há 15 anos (desde o Verão antes da entregada da administração à RPC) que não ia a Macau, terra que me viu nascer no já longínquo ano de 1973. Uma ida ao HK 7s não ficará completa (pelo menos para um português) sem uma passagem por Macau. Terra de contrastes, nunca nos deixa indiferente.

Pela minha parte, é uma terra que adoro. Ver a nossa herança naquele local é algo que me emociona e me faz pensar como Portugal foi grandioso e os portugueses destemidos, aguerridos, corajosos e com espírito de iniciativa. Algo que, infelizmente, se tem perdido ao longo dos séculos para chegarmos ao comodismo e incapacidade de reagir como povo contra as injustiças e a destruição do bem colectivo em proveito de uma classe sem escrúpulos que nos dirige. Enfim, deixemos isto de lado que este blog é apolítico…
Quero tirar o chapéu à nova administração macaense que não só conseguiu preservar o legado lusitano como o renovou e promoveu como nunca antes tinha sido feito. O renovado centro “património Unesco”, o “portuguese egg tart” (cópia não fiel do pastel de nata), a proliferação de restaurantes portugueses e a manutenção da língua de Camões como veículo de comunicação fazem de Macau um local único em toda a Ásia e os chineses, como bons homens de negócios, perceberam que Macau pode ser (e é, digo eu) muito mais que apenas uma Las Vegas ainda mais lucrativa que a original…

Dito isto, não se pode ir a Macau sem entrar nas salas de jogo. É uma experiência sociológica impar…eu sempre gostei de observar os outros e lá perdi algumas horas a ver os vícios, tiques e a maneira chocante como se perde dinheiro rapidamente…entre os 3 viajantes perdemos 2€ no casino…
Numa noite fomos também às corridas de cães. Tenho a certeza de que estavam todos dopados, tal a quantidade de porcaria que deixaram na pista antes de cada corrida começar. Aqui apostei 2€ e…ganhei! Uma fortuna: 5,80€. Meti o dinheiro no bolso e rumei ao hotel com a consciência tranquila de não ter feito asneiras.
Acabámos a nossa visita de Macau com o Museu do Grande Prémio. Para quem não sabe, o GP de Macau é uma prova mítica, ao jeito do Mónaco na F1. Por ali passaram todos os grandes nomes da F1 e o museu faz jus a isso mesmo. À nostalgia de Macau juntou-se a nostalgia do grande Ayrton Senna também ele vencedor no Circuito da Guia…

Op! Barco para Hong Kong e pequena visita a pé de Kowloon. Entrada no Fun Park (do lado de HK Island), criado pela primeira vez este ano e final do dia a degustar umas Super Bocks em boa companhia.

No dia seguinte treino dos Lobos com muitíssimo calor e HK Tens. Um torneio de 10-a side com a participação de equipas como os Penguins ou os Samurais. Com bastantes estrelas, umas mais cintilantes que outras, do passado e do presente. Talvez a mais emblemática tenha sido Radike Samo, o cabeludo australiano em final de carreira (visível pela sua atitude em campo). Uma tarde bem passada e aproveitada para conhecer um kit mãos livres que te permite manter a tua cerveja perto de ti sem teres de a segurar…

Sexta de manhã, HK Womens Sevens! O torneio não conta para o circuito mundial, mas algumas das melhores equipas lá estiveram a preparar a etapa chinesa do fim-de-semana que agora passou (Canadá, França, Brasil, Irlanda…).
No estádio os primeiros jogos do torneio de qualificação começavam às 14h e nós lá marcámos presença, depois de conhecer os cantos à casa. Cerveja muito cara (6€ por 1/2l), muita animação…fomos passar uma parte da tarde na famosa “South Stand” onde todos os excessos são permitidos… Mais tarde demos uma saltada ao campo de treinos para uma palavra de encorajamento aos nossos Lobos e aproveitámos para conhecer a “Village”, mesmo ao lado. De regresso ao estádio, fomos posicionar-nos junto à entrada das equipas para um encorajamento final aos Lobos antes do jogo com o Canadá. Entretanto, graças aos chapéus e máscara de Lobos íamos fazendo contactos e recebendo dicas sobre HK “by night”… Veio o jogo dos Lobos e acabámos filmados para a Tv com direito a explicação sobre o nome “Lobos” na SportTv (em casa, seguiam-se os jogos pela Tv, como sempre). Foi o nosso pior jogo durante o fds. O Canadá está muito forte nesta altura da época e chegou ao 7º lugar do ranking. Era um país com quem estávamos em igualdade não há muito tempo… Na mesma noite, a equipa feminina canadiana vence no estádio a França na final do seu torneio. Final do dia em Wan Chai…

No Sábado, o tempo estava ameaçador. De notar que às 9h15 já a “South Stand” estava cheia e fechada. Que loucura. Lá para as onze já havia muitos bêbados e muita gente que visivelmente não tinha ido à cama. Percebemos que para ver rugby, o melhor é ir para a bancada de cima… Entretanto, os jogos sucederam-se a um ritmo frenético e o céu fica negro, negro como noite…antes das 13h já uma bátega de água se abatia sobre HK acompanhada por uma trovada que não anunciava tréguas…Suspensão dos jogos por algum tempo, mesmo antes do “nosso” jogo” e nós que nem uns pintos, encharcados até aos ossos…Regresso dos jogos e o calor acaba por ajudar a secar um pouco. Portugal perde com a Inglaterra depois de estar a ganhar por 7-0 e ter entregue a bola num alinhamento disparatado para um primeiro ensaio bife fácil…enfim, os tais erros que, a este nível, custam muito caro…entretanto, aparecemos no ecrã gigante e continuamos a espalhar magia. Fazemos um amigo japa que comunica num inglês rudimentar e que parece não acreditar que nenhum de nós tenha conta no facebook, instagram ou qq de parecido para poder partilhar as fotos que não pára de tirar (para serem assinadas posteriormente pelos jogadores)…

Vem o jogo com a Argentina e voltamos a perder. Que raiva, mais um jogo que poderíamos ter ganho…chega a noite e rumamos a outras paragens, incluindo uma passagem pelo “caranguejo picante do abrigo” uma especialidade local tentadora e que deverá ser degustada acompanhada da não-sei-quantésima cerveja do dia antes de terminar a noite (sim, porque queremos ver rugby no Domingo) lá para as 2h…
O Domingo acordou ameaçador. Por volta das 9h já estávamos no estádio. Grandes jogos ao longo do dia (e dos outros tb)…A “South Stand” está menos cheia. O Sábado é, claramente, o dia de maior loucura. Mas, ainda assi, há muita gente com cara de quem não dormiu…quem me dera ter menos uns anitos…pelo menos dá para tirar mas fotos com o Gavin Hastings ou o George Gregan…

Portugal consegue não ganhar o jogo dos ¼ da Bowl contra a França. Incrível, mas verdade. Os (infelizmente) habituais erros que custam caro. Jogando muito tempo com mais um jogador (2 amarelos e 1 vermelho para os franceses), conseguimos perder na bola de jogo. Desta vez fiquei mesmo chateado porque este jogo era para ganhar. Até porque queria picar os franceses que conheço bem. Tive de meter a viola no saco…e mais uma cervejita para animar…
Jogámos depois a ½ final da Shield contra os convidados deste torneio (3ºs na competição regional): o Sri Lanka. Ganhámos, mas não se pense que foi fácil derrotar esta equipa que recentemente foi treinada por Bem Gollings. Começava a notar-se a fadiga nas pernas dos jogadores.

Entretanto, a chuva não dava muita tréguas e as finais aproximavam-se a passos largos. A nossa, contra o Quénia, foi perdida. Mais uma vez ficou a sensação de que foi um jogo que poderíamos ter ganho…
Com a brilhante vitória da Nova Zelândia, o torneio chegou ao fim. Com ele chegou uma violenta tempestade que, viemos a saber, causou muitos estragos por HK. Nós tentámos adiar a nossa saída do estádio, conversando com gente que por lá ficou com as mesmas intenções. Com água pelos tornozelos lá nos arrastámos para um restaurante japonês e para o hotel para mudar de roupa. Acabámos o HK 7s na companhia de muitos jogadores nos bares de Lan Kwai Fong.

Um final em beleza. Como alguém disse, se gostas de rugby tens de ir, pelo menos uma vez na vida, ao Hong Kong Sevens. O jogo jogado é da maior qualidade; mas a festa não lhe fica atrás…

Aqui fica o meu obrigado a todos os que fizeram com que esta aventura se realizasse.

domingo, 6 de abril de 2014

Blowup em Hong Kong

sábado, 5 de abril de 2014