
Este espaço conjuga duas paixões: o rugby e o coleccionismo. Pretende dar a conhecer (aos poucos) a minha colecção filatélica já bastante avançada sobre o tema "rugby" e, simultaneamente, aproveitar esse pretexto para, aqui e além, opinar, divulgar e testemunhar sobre "coisas" deste desporto fantástico. Claro está que um dos objectivos é conquistar adeptos para este tipo de coleccionismo, fazendo com que se juntem a este MAUL DINÂMICO!
quarta-feira, 31 de março de 2010
Itália - Nova Zelândia em 2000

terça-feira, 30 de março de 2010
Portugal na final do Campeonato da Europa Sub-18 - Grupo B

A selecção nacional sub-18 venceu esta noite a sua congénere holandesa por 25-10 em jogo disputado em Casale sur Sile.
Os ensaios portugueses foram marcados por Alexandre Cisneiro, Vasco Mendes e Francisco Correia (a fazer fé na ficha oficial). Rodrigo Figueiredo marcou 10 pontos, fruto de 2 penalidades e duas transformações.
Parabéns a todos!
Na final (depois de amanhã), os jovens Lobos irão defrontar e Espanha que derrotou a Polónia por 26-3.
Taça Justin Bridou – Campeonato da Europa Sub-18

segunda-feira, 29 de março de 2010
Estágio em Banyuls-sur-mer, 1999
5.000 visitas! Obrigado!

domingo, 28 de março de 2010
Samoa imparável em Hong Kong

A equipa de Samoa venceu hoje o segundo torneio no espaço de uma semana. Na verdade, depois de uma final emocionante em que os All Blacks tomaram a dianteira por dois ensaios, os samoanos conseguiram dar a volta por cima e acabar por vencer a Taça Cup por 24-21, assumindo a liderança do ranking mundial de Sevens. Foi uma grande final, com Sevens de altíssima qualidade...
A final da Taça Plate foi vencida pela Austrália num jogo com poucos pontos (12-5) frente aos sempre difíceis sul-africanos.
Na Taça Bowl, o Canada, que tinha deixado Portugal pelo caminho na 1/2 final, derrotou, sem apelo nem agravo, os campeões do mundo em titulo de Gales por concludentes 35-19. Os canadianos jogaram muito bem e não deram quaisquer hipóteses aos galeses...
Finalmente, a Taça Shield ficou nas mãos (simpáticas) da equipa casa, Hong Kong, vitoriosa frente a Rússia por 19-17. Os da casa estiveram sempre na frente, mas deu a ideia que se a final durasse mais um minuto, os russos levariam a melhor.
Uma palavra final para Portugal que fez um bom torneio, vencendo facilmente a Tailândia e ganhando com categoria à França. A derrota frente a Fiji é normal e os dois restantes resultados (derrotas tangenciais por 17-10 e 26-24) frente aos norte-americanos e canadianos mostram que a equipa foi capaz de se bater de igual para igual com adversários fortes.
Faltou aquela pequena coisa para que Portugal pudesse ter saído de Hong Kong com algo mais.
A equipa nacional voltará a competir no final de Maio quando disputar os dois últimos torneios do circuito mundial, em Twickenham e Murrayfield.
Recorde-se que Portugal terá de apresentar duas equipas já que no fim-de-semana de Londres, Portugal estará também envolvido na qualificação para o Campeonato da Europa da variante, com um torneio em Odense (Dinamarca). A 6 de Junho, o 2° torneio de qualificação terá lugar em Split (Croácia) e, como se espera, Portugal marcará presença na final de Moscovo no fim-de-semana de 10 e 11 de Julho.
Hong Kong Sevens - 2° dia - Portugal cai nas 1/2 finais da Taça Bowl

Portugal terminou a sua presença nos Sevens de Hong Kong deste ano ao ser derrotado nas 1/2 finais da Taça Bowl pelo Canada por 26-24.
O dia começou bem para as cores nacionais já que no 1° jogo do dia venceram por 17-7 a França que vinha com 2 vitórias da fase de grupos.
A equipa portuguesa apresentou-se em campo com: Sebastião da Cunha, Frederico Oliveira, Diogo Miranda, Gonçalo Foro, Francisco Magalhães, Duarte Moreira e Veltioven Tavares. Diogo Miranda com 2 ensaios e 1 transformação e Duarte Moreira com 1 ensaio marcaram os pontos lusos. Pedro Netto fez ainda jogar Adérito Esteves e Pedro Leal.
Contra o Canada, o treinador nacional repetiu o mesmo 7 inicial do 1° jogo, mas apesar dos 2 ensaios de Gonçalo Foro, 1 de Pedro Leal (mais d2 transformações) e 1 outro de Sebastião da Cunha, Portugal não consegue chegar a final da Taça Bowl pela diferença de 1 transformação.
:-(
Os substitutos utilizados neste jogo foram Adérito Esteves, Pedro Leal e Francisco Serra.
De momento, o torneio continua a não proporcionar surpresas de monta. Voltarei mais tarde com os resultados finais.
sábado, 27 de março de 2010
Hong Kong Sevens - 2° dia - Portugal nos 1/4 da Taça Bowl

Portugal começou mal o dia. Sabia-se que derrotar Fiji seria uma tarefa muito difícil e tal veio a confirmar-se com uma derrota por 45-7.
A equipa portuguesa apresentou-se em campo com: Sebastião da Cunha, Frederico Oliveira, Diogo Miranda, Gonçalo Foro, Adérito Esteves, Francisco Magalhães e Veltioven Tavares, tendo entrado Pedro Leal ainda na 1ª parte e Salvador Cunha e Duarte Moreira na 2ª.
Os fijianos marcaram 7 ensaios; o ensaio luso foi marcado por Gonçalo Foro e a transformação ficou a cargo de Pedro Leal.
No 2° jogo do dia, a equipa portuguesa melhorou a sua prestação e dizimou uma inofensiva Tailândia por 50-0
Contra os tailandeses, Pedro Netto apresentou o mesmo 7 inicial que contra Fiji e fez entrar no decorrer do jogo Duarte Moreira, Francisco Appleton e Francisco Serra.
Frederico Oliveira e Gonçalo Foro marcaram ambos um hat-trick de ensaios, tendo o 2 restantes ensaios sido marcados por Diogo Miranda e Francisco Serra. No que toca a transformações, Diogo Miranda conseguiu 5.
Com esta excelente vitória, Portugal conquistou o direito de jogar os 1/4 de final da Taça Bowl onde amanhã defrontará a França que, na fase de grupos, venceu a Escócia e Taiwan, tendo apenas perdido para a Nova Zelândia. Perspectiva-se um jogo difícil para Portugal, mas depois da motivante exibição contra os tailandeses, os nossos rapazes estarão prontos para mostrar o seu valor. Mais uma vez, aqui ficam os meus desejos de boa sorte e bom jogo.
Entretanto, o Torneio não tem sido pródigo em surpresas, excepção feita à vitória da equipa da casa sobre os campeões do mundo da variante, Gales, por 21-19.
Classic Kiwi
sexta-feira, 26 de março de 2010
Hong Kong Sevens - USA vencem Portugal

Tomaz Morais com competências reforçadas

quinta-feira, 25 de março de 2010
Hong Kong Sevens - antes do sol nascer

Portugal começa dentro de poucas horas a sua participação nos Sevens de Hong Kong.
É hora de relembrar quem são os jogadores com que o treinador Pedro Netto pode contar para este importante torneio do Circuito Mundial. Eles são:
1 Sebastião da Cunha
2 Francisco Appleton
3 Frederico Oliveira
4 Pedro Leal
5 Diogo Miranda
6 Gonçalo Foro
7 Adérito Esteves
8 Salvador Cunha
9 Francisco Magalhães
10 Duarte Moreira
11 Veltioven Tavares
12 Francisco Serra
Trata-se de uma mistura de jogadores já com muita experiência internacional com alguns novatos com apenas 1/2 dúzia de jogos a este nível e até estreias absolutas, mas que dá garantias de uma participação de bom nível.
No 1° dia de competição, Portugal disputará apenas um jogo e logo contra o surpreendente finalista vencido da Taça Cup da semana passada em Adelaide, os Estados Unidos.
No sábado, a competição prossegue com os jogos contra Fiji e Tailândia, dependendo dos resultados a sua colocação para os jogos do 3° dia (1/4 de final das diferentes Taças).
Numa análise o mais realista possível poder-se-a dizer que Portugal tem a obrigação de vencer os tailandeses e que dificilmente poderá bater os fijianos, residindo no jogo contra os norte-americanos (que se prevê muito difícil) a chave para saber se Portugal jogará na metade de baixo ou na metade de cima no último dia.
A toda a delegação desejo muita sorte e muitas felicidades.
Portugal Rugby Youth Festival 2010

Realiza-se no próximo fim-de-semana, em Lisboa a 2ª edição do Portugal Rugby Youth Festival.
Esta organização da Move Sports vai levar ao Jamor equipas de sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18 de diferentes proveniências que competirão entre si durante os dois dias do Festival, num total de cerca de 1800 participantes.
Para além da maioria dos clubes nacionais de 1ª linha, o evento conta com a presença de várias equipas espanholas, das ilhas britânicas (Inglaterra, Irlanda e Gales) e até uma equipa do Sri Lanka. Os grandes destaques vão para a participação dos sub-18 do Bath, uma das mais conceituadas equipas do rugby inglês e do Crawshays, uma equipa galesa por convite que só participa em dois torneios por ano.
Se tiver tempo, dê um salto ao Jamor e incentive os miúdos.
60 anos de Rugby na Roménia
segunda-feira, 22 de março de 2010
O fazedor de sonhos

Lembro-me do Tomaz Morais quando comecei a seguir com mais atenção o rugby nacional. Estávamos no princípio da década de 90 e eu estudava em Coimbra. O Tomaz jogava a centro numa excelente equipa do Cascais onde ganhou 6 campeonatos e 2 Taças Ibéricas, se não me engano.
Naquela altura eu detestava o Cascais, pois achava-os arrogantes e convencidos. O Tomaz fazia parte desse grupo...
Vim, depois, a descobrir o Tomaz treinador. E mudei radicalmente de opinião.
Só falei com o Tomaz 1/2 dúzia de vezes, mas sempre foi de uma enorme correcção, educação e simpatia.
Mas o que me leva a escrever estas linhas não é o lado pessoal do Tomaz, é o seu lado profissional. Seleccionador nacional desde 2001, foi com ele que Portugal conseguiu os seus maiores feitos.
Tomaz Morais levou Portugal ao Mundial de 2007, à vitória no Campeonato da Europa das Nações em 2004 e elevou Portugal ao estatuto de potência regional nos Sevens com 6 títulos europeus conquistados e excelentes prestações no circuito mundial. Pelo meio uma nomeação do IRB para treinador do ano.
O currículo diz tudo, as suas qualidades por demais conhecidas...
Com o Tomaz os portugueses começaram a sonhar com objectivos que antes eram impensáveis e, por isso, ficaram mais exigentes.
É evidente que também se engana, é humano, como eu ou você. Mas acerta muitíssimas mais vezes do que as que se engana.
Por isso, é com tristeza que vejo alguns comentários apelarem à partida do Tomaz do leme nacional. Já nem vou falar na tradicional inveja, praga nacional. Falo em memória curta e vistas ainda mais curtas.
Se o Tomaz quiser ir embora porque pensa precisar de um desafio diferente, terei de compreender, mas estou convencido que o rugby nacional tem todo o interesse em mantê-lo ao leme das selecções (eventualmente na função de Director-técnico, como se fala).
O know-how do Tomaz faz-nos falta.
Por isso, a partir do Luxemburgo deixo o meu apelo ao Tomaz Morais para que permaneça ao leme da nossa selecção.
Lembre-se do compromisso: "nunca desistir!"
As lendas não se repetem, por muito que se queira
A verdade é que, estruturalmente, Portugal tem muito que caminhar...
Infelizmente, também as lesões que atingiram alguns jogadores que podiam ajudar a combater esse défice de experiência de alto nível, como Spachuck ou Sousa Bardy (embora jovem), a juntar a Murré para o último jogo, bem como a indisponibilidade de David Penalva na parte final da qualificação ajudaram a matar o sonho.
Acredito nas qualidades naturais dos nossos jogadores e sei que mais que eu ou você, eles estão tristes e desiludidos por não seguirem em frente. E também sei que deram o seu melhor, o seu suor e até as suas lágrimas. Desta vez o seu melhor não foi suficiente, mas fica a ideia que foi por pouco. Para a próxima, lá estarão, espero. Com a mesma vontade e a mesma ambição.
O que gostava de ver era criarem-se condições que proporcionassem a todos ser ainda mais competitivos. E para reunir estas condições temos de remar todos no mesmo sentido, sem invejas mesquinhas, críticas fáceis e pouco ou nada construtivas, dialogando e pondo de parte interesses individuais em prole do interesse da comunidade.
Adelaide Sevens - resultados finais

Samoa venceu o Adelaide Sevens e continua a dar mostras de estar em grande forma na presente época. Os samoanos venceram, sem apelo nem agravo, a surpreendente equipa dos Estados Unidos por 38–10.
Não posso deixar de notar a extraordinária prestação da equipa de Al Caraveli que, com muito trabalho desenvolvido nos últimos anos e com o investimento que, estou certo, os americanos já estarão a fazer nos Sevens a partir do momento em que se tornou modalidade olímpica, vem mostrar que o nível competitivo da variante vai subir muito nos próximos tempos, tendo Portugal que fazer um (enorme) esforço para poder continuar a lutar por posições de destaque e (objectivos muito importantes) se qualificar para o Campeonato do Mundo de 2013 e Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
Pelas meias-finais da Taça Cup ficaram a Argentina e a Austrália. Não deixa de ser surpreendente que equipas como a Nova Zelândia, a África do Sul ou Fiji tenham jogado apenas a Taça Plate. Ora, a final da Taça Plate foi, precisamente vencida pela equipa de Gordon Tietjens que derrotou os sul-africanos por 21-14.
Na metade de baixo, a Inglaterra venceu a Taça Bowl, derrotando na final o Quénia por 33-12. Estas duas equipas esperariam, também elas, algo mais deste torneio.
Por fim, o Japão (a jogar muito bem) venceu Tonga na final da Taça Shield por 22-19.
No próximo fim-de-semana realizam-se os Hong Kong Sevens, o torneio de maior prestígio do circuito mundial e que contará com a presença da equipa portuguesa. O Join the Maul tudo fará para vos deixar o relato das façanhas lusas, ali bem perto da minha Macau natal.
sábado, 20 de março de 2010
Momento de tristeza
Portugal está fora do Mundial de 2011. A Roménia, muito bem organizada e com um bom controlo do jogo (apesar de 4 amarelos e 1 vermelho) levou a melhor na batalha de Lisboa.
Ainda não consegui digerir muito bem o que se passou, mas creio não errar por muito se disser que entrámos bem no jogo e até perto do intervalo estivemos com mais posse de bola e plantados no meio campo romeno. Mas não traduzimos em pontos essa vantagem. Cheguei a ver a nossa melée a empurrar a deles... Mas um ensaio de penalidade por sucessivas derrocadas da melée junto a nossa linha de ensaio no final da primeira parte veio dar vantagem aos romenos ao intervalo por 8-10. Neste 1° período, Joe Gardener marcou uma penalidade de mais de 50 metros e falhou duas que pareciam bem mais fáceis. Portugal não conseguiu aproveitar 10 minutos em que esteve a jogar com mais um jogador...
Na segunda parte, Portugal esteve pior. Inexplicavelmente, Joe Gardener agarra uma bola que ia sair pela linha final (resultando uma melée no meio campo) e ao ser placado por um romeno, larga a bola permitindo a um segundo romeno marcar um ensaio que os colocou a 14 pontos de distância. Antes, o mesmo Joe Gardener tinha falhado incrivelmente uma outra penalidade. Chegámos a estar a jogar contra 13 durante 6 minutos. Portugal ainda marcou duas penalidade por Pedro Leal, mas mais não conseguiu que perder por 9-20.
O que falhou? A Roménia foi mais inteligente e experiente. Da arbitragem não nos podemos queixar, pelo contrário. Tivemos falhas imperdoáveis que custaram caro.
Assim a quente, e correndo o risco de me enganar/ser injusto aqui vos deixo os pontos fulcrais desta qualificação e que, no seu conjunto, determinam este desfecho:
- desastrosa primeira parte com a Rússia em casa, que como se veio a ver mais de um ano mais tarde tem um peso monstro no resultado da qualificação;
- bom empate na Geórgia, mas que teria sido bem melhor se não o tivéssemos concedido mesmo no final do jogo;
- excelente vitória na Roménia - Severino e Cabral heróis do jogo com ensaio na última bola;
- derrota na Rússia, num campo deplorável; os romenos adiaram o jogo desse fim-de-semana por impraticabilidade do campo;
- derrota em Lisboa contra a Geórgia; se as penalidades falhadas tivessem sido convertidas teríamos ganho este jogo;
- maior vitória de sempre da selecção nacional por 69-0 na Alemanha; Roménia consegue empatar na Rússia na última bola do jogo;
- excelente vitória em Madrid, depois de 44 anos sem ganhar na capital espanhola; Roménia vence Geórgia;
- derrota amarga em casa com a Roménia, com falhas muito comprometedoras a este nível.
A selecção nacional vai, provavelmente, passar por um período de alguma renovação com alguns jogadores a deixarem a equipa. Não necessariamente os mais velhos, mas alguns que dão mostras de algum cansaço mental e físico.
Outros continuarão a preparação para 2015 e outros entrarão. A todos eles temos de agradecer aquilo que fizeram pelo nosso rugby nos últimos anos. Os resultados conseguidos por estes jogadores, um grupo pequeno e unido, nem sempre com as condições necessárias para trabalhar ao nível de outros, só nos pode deixar orgulhosos.
Quero deixar algumas palavras para alguns dos jogadores:
- Diogo Mateus: o teu exemplo, a tua garra e a forma como apareces sempre onde és preciso faz de ti um dos jogadores mais valiosos desta equipa;
- Frederico Oliveira: és, muito provavelmente, o jogador com mais futuro desta equipa; continua a trabalhar porque poderás vir a ser um caso sério;
- Joe Gardener: fui um grande defensor da tua entrada na equipa; és um pontapeador formidável mas não aguentas a pressão dos momentos decisivos; a vertente psicológica tem de ser trabalhada senão arriscas-te a passar ao lado de uma boa carreira internacional; gabo-te a coragem de apareceres na flash interview, mas a camisola romena era evitável;
- Juan Severino: as tuas lágrimas no final do jogo dizem tudo: és um Lobo de todo o coração;
- Miguel Portela: aos 36 anos ainda és um grande jogador; a garra com que entraste no jogo diz tudo;
- Pedro Cabral: decisivo pelos pontos que marcou, hoje esteve quase desaparecido do jogo até ser substituído; o que aconteceu?
Ao Tomaz Morais deixo um pedido: que continue a trabalhar para elevar o nível do nosso jogo, com a dedicação e a competência que sempre tem demonstrado e que nos levou a conseguir facetas extraordinárias nos últimos anos.
O futuro não acaba aqui, o futuro começa aqui; todos juntos temos de fazer o rugby português cada dia mais forte.
Para a semana há Sevens em Hong Kong...vamos a eles que nem Lobos!!!
Adelaide Sevens - 2º dia

Terminou o segundo dia no Adelaide Oval. Os resultados do dia foram os seguintes:
3ª ronda
- Inglaterra 12 - 17 Austrália 23
- Nova Zelândia 47 - 7 Argentina
- Fiji 21 - 7 Quénia
- Samoa 12 - 12 África do Sul
- Estados Unidos 29 - 7 Niué
- Escócia 7 - 22 Tonga
- Gales 64 - 5 Papua Nova Guiné
- França 15 - 21 Japão
2ª ronda
- Austrália 36 - 0 Estados Unidos
- Inglaterra 38 - 0 Niué
- Argentina 14 - 7 Escócia
- Nova Zelândia 26 - 0 Tonga
- Quénia 19 - 5 Gales
- Fiji 41 - 0 Papua Nova Guiné
- África do Sul 38 - 0 França
- Samoa 54 - 5 Japão
Como podem constatar, alguns resultado são digno de registo, nomeadamente a decepcionante prestação da Inglaterra que apenas venceu o jogo contra Niué (provavelmente a equipa mais fraca do circuito), a vitória do Japão sobre a França (depois de duas copiosas derrotas), a boa prestação da equipa da casa ou a pouco convincente Argentina (com duas vitórias curtas e uma derrota por 40 pontos face aos All Blacks).
No grupo C, Gales, Fiji e Quénia terminaram todos com 7 pontos e a fava coube aos simpáticos quenianos que, por força dos critérios de desempate, terão de jogar os ¼ de final na metade de baixo.
Os 1/4 de final para amanhã são os seguintes:
Metade de baixo:
- Tonga - França
- Inglaterra - Papua Nova Guiné
- Quénia - Niué
- Japão - Escócia
Metade de cima:
- Nova Zelândia - Samoa
- Austrália - Fiji
- Gales - Estados Unidos
- África do Sul - Argentina
sexta-feira, 19 de março de 2010
Adelaide Sevens - 1º dia

O destaque vai para os dois resultados surpreendentes do dia: a vitória de Gales sobre Fiji por 17-12 e a derrota da Inglaterra face aos Estados Unidos por 21-24.
Os restantes resultados do dia foram:
- Samoa 33 – França – 12;
- África do Sul 40 – Japão 0;
- Quénia 27 – Papua Nova Guiné 7;
- Nova Zelândia 31 – Escócia 0;
- Argentina 19 – Tonga 17;
- Austrália 40 – Niue 5.
A competição continua amanhã, no Adelaide Oval, com a realização dos restantes jogos da fase de grupos.
Todos por Portugal!

quinta-feira, 18 de março de 2010
Um jogo de peso - Lelos contra Ursos

Note-se que se Portugal se qualificar para o Campeonato do Mundo irá reencontrar o vencedor deste jogo na fase de grupos, juntamente com a Argentina, Inglaterra e Escócia.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Fiji, terra oval

O selo de hoje retrata bem a importância que o rugby tem nas ilhas do Pacifico. Numa emissão de 1995, dedicada à comemoração dos 25 anos da independência de Fiji, um dos selos mostra precisamente a nossa modalidade como sendo o desporto de eleição dos fijianos, como aliás comprovam os excelentes resultados da sua equipa nacional, sobretudo na variante de Sevens.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Crónica de uma vitória saborosa - Portugal conquista Madrid

Não perdi a esperança (é sempre a última a perder-se, dizem). Segundo o site do hotel o transfer passava cada 20 minutos à porta do aeroporto pelo que, no máximo, teria de esperar 20m. Pois esperei 45m.
O jogo do Belenenses estava definitivamente perdido e a minha paciência também. Depois do que já me tinha acontecido na viagem de ida, as peripécias da volta levavam-me a considerar que a fúria portuguesa já superava seguramente a “fúria espanhola”.
Cheguei ao hotel já passava das 14h. Acabei por tomar um duche rápido e pus-me a caminho da Cidade Universitária.
Quando cheguei ao estádio a minha primeira reacção foi de espanto tal era a quantidade (os espanhóis dizem 7000 espectadores, o que me parece contudo claramente inflacionado) - e, como vim a constatar mais tarde, a qualidade - de portugueses presentes. A minha sorte começava a virar.
Fui ver o aquecimento lá para ao pé dos postes onde os Lobos se preparavam com afinco. Estava sol, apesar de um pouco fresco. Cumprimentos de ocasião, meia dúzia de fotos (uma porcaria com a mini-máquina que tinha comigo) e já as equipas entravam em campo.
Primeiro “A Portuguesa”: é sempre um orgulho ouvir e cantar o nosso hino, mas em Espanha fico sempre com “pele de galinha”. Já na idade média os meus avôs andavam a dar pazadas nas cabeças castelhanas e isto ainda me corre no sangue, creio. Depois, o hino espanhol: continuo sem perceber como é que eles têm um hino sem letra, sem alma, sem conteúdo…enfim, também neste campo não se conseguem pôr de acordo entre eles.
Começa o jogo, as claques fazem barulho. Portugal abre o marcador com uma penalidade marcada pelo Pedro Cabral (Puca, segundo alguns). “Nuestros hermanos” aproveitam uma falha defensiva lusa e passam para a frente 5-3. O público da casa, com a soberba habitual, já goza: “España! España!”.
Os Lobos reagem: aos 20m, António Aguilar marca ensaio na sequência de um pontapé que sobrevoa toda a defesa espanhola e Pedro Cabral transforma. 5-10!
Uns 5m depois é Pedro Cabral e converter mais uma penalidade e pouco depois novo ensaio (por Pipas, embora a Fira o atribua ao Conrad) após um pick-and-go luso; mais uma vez, Pedro Cabral transforma e Portugal fica com uma vantagem de 5-20. O público da casa começa a “meter a viola no saco”.
Quase em cima da hora para o intervalo a Espanha marca uma penalidade, mas Frederico Oliveira tem ainda oportunidade para marcar um excelente ensaio em que ultrapassa vários espanhóis que bem tentam mas não o conseguem placar. O intervalo chega com 8-27, uma vantagem confortável para a segunda parte.
No intervalo tive o prazer de travar conhecimento com alguns ilustres membros da nossa comunidade oval e com eles vi a 2ª parte (aqui fica o meu agradecimento pela minha integração no seu grupo – eles sabem do que é que eu estou a falar, já dizia o outro).
A segunda parte não teve grande história: 1 ensaio convertido para a Espanha e duas penalidades para o lado luso (Pedro Cabral e Joe Gardener). Portugal chegou a estar largos minutos na área de 22 metros espanhola, mas não conseguiu fazer mais ensaios. Resultado final: 15-33.
Vitória indiscutível de Portugal (a 3ª em terras de Espanha - Madrid 1966 e Ibiza 2004). Por momentos chegou a parecer que não estávamos a todo o gás, que um esforço controlado foi suficiente para derrotar uma equipa espanhola sem “pedalada” para a portuguesa.
Voltámos a ter, aqui e ali, algumas dificuldades na mellée. Este poderá ser um ponto decisivo no próximo fim-de-semana contra a Roménia que tem uma mellée muito poderosa. Creio, todavia, que a arbitragem terá tido algumas decisões menos felizes contra Portugal neste particular do jogo.
Portugal chega a esta fase da época na sua melhor forma. Se tivéssemos estado a este nível no princípio de Fevereiro, estaríamos provavelmente, qualificados para o Mundial. Assim, vamos ter de esperar mais uns meses para festejar a qualificação.
Terminado o jogo, fiquei uma 3ª parte à conversa com os meus companheiros da 2ª. Muito interessante a troca de ideias. Para evoluir é preciso conhecer a realidade e discutir caminhos a seguir. Eu aprendi mais algumas coisas…
Tenho pena que a conversa não possa continuar no próximo sábado, já que não poderei ir a Lisboa para o jogo com os romenos. Estarei em frente à TV, quiçá com alguns amigos…ainda não decidi porque da última vez, eles deram azar…
Valeu a pena ter ficado em Madrid mais um dia: bom jogo, saborosa vitória e novos conhecimentos. No Domingo embarquei pouco depois da 8h de regresso ao Luxemburgo, com escala em Frankfurt. Quando cheguei a casa e o meu filho mais velho (de 3 anos) perguntou-me se tinha estado em Madrid. Expliquei-lhe que sim, que tinha ido ver o rugby e ele perguntou-me se o outro Vasco também lá estava. Disse-lhe que sim e que tinha jogado bem; foi buscar a oval e disse-me que também queria jogar…terei um Lobo em casa?
Serge Blanco, um ídolo no Chade

Foi graças a ele que eu começei a gostar de rugby. Naquela época não havia SportTv nem outros canais para além da RTP 1 e RTP 2 e o Torneio das V Nações era a única oportunidade de ver rugby na televisão...outros tempos.
sábado, 13 de março de 2010
Dínamo de Bucareste na Challenge Cup 2001
quinta-feira, 11 de março de 2010
Guerras da Restauração - Batalha de Montes Claros
Um trecho da nossa rica história para nos motivar a todos para o jogo do próximo sábado.
Na nossa tenacidade poderá estar o segredo para a vitória...
terça-feira, 9 de março de 2010
Stade Marivalois
domingo, 7 de março de 2010
Torneio Sub-17 em Itália
sexta-feira, 5 de março de 2010
Selo em Selo

quarta-feira, 3 de março de 2010
Porto 2010 - Campeonato do Mundo Universitário de Sevens

E já em Julho (21-24) que a Universidade do Porto e a FADU organizam o Campeonato do Mundo Universitário de Sevens.
O evento acolherá no Estádio do Bessa equipas universitárias de todo o mundo para disputar aquele que será o 4° mundial universitário desta variante.
De momento estão inscritas 26 equipas masculinas e 17 femininas, sendo que à excepção do Brasil que só tem uma equipa feminina inscrita, todos os restantes 16 países inscritos na competição feminina também estarão presentes na masculina (Portugal, África do Sul, Austrália, Bulgária, Canadá, Cazaquistão, China, Espanha, Fiji, França, Guam, Itália, Noruega, Reino Unido, Rússia e Ucrânia).
Para além destes, Bélgica, Hungria, Japão, Líbano, Marrocos, Papua Nova Guiné, Polónia, Quénia, Tunísia e Uganda estarão presentes somente na competição masculina.
O destaque vai para a África do Sul, actual campeã masculina e Espanha, campeã feminina e vice-campeã masculina.
A organização está à procura de voluntários. Mais informações em: http://www.rugby2010.up.pt/
terça-feira, 2 de março de 2010
Alemanha - Portugal: crónica de uma vitória anunciada

Pouco passava das 10h00 quando saímos com destino a Heusenstamm.
Heusenstamm? Mas que raio é isso? Não tão popular como Berlim, Munique ou a vizinha Frankfurt (Francoforte-no-Meno, para os puristas da língua), esta cidadezinha de 18.000 habitantes do estado de Hesse na Alemanha ficará ligada (pelo menos temporariamente) à história do rugby nacional. Adiante veremos porquê.
O GPS balbuciava num francês mecânico a direcção a seguir e indicava cerca de 250km até ao destino, sendo metade por autoestrada e metade por estrada nacional. Infelizmente não nos avisou imediatamente dos crónicos engarrafamentos nas autoestradas alemãs que causaram a explosão do radiador de um BMW que estava mesmo atrás de nós numa espécie de "pick and go" automóvel pelo que só acabaríamos por chegar depois das 13h15.
Fomos levantar os bilhetes (10€ cada) que o clube local tão gentilmente tinha reservado para nós (obrigado Karen) e enquanto esperávamos pelo último elemento do corpo expedicionário (vindo de Bruxelas) fizemos o nosso aquecimento, atacando as tradicionais wurst alemãs.
Com o aproximar da hora do jogo, fomos assistir e fotografar o aquecimento dos Lobos; tudo parecia estar bem. Dos alemães, nem sombra: talvez estivessem também a experimentar as wursts lá do sítio.
Chega a hora da verdade e depois do hino cantado a plenos pulmões (comme d'habitude), um minuto de silêncio pelas vítimas do mau tempo na Madeira. Como o speaker não deu qualquer tipo de informação, creio que o momento passou despercebido a quase toda a gente.
Portugal entrou a todo o gás, claramente com a intenção de não permitir aos alemães sonhar com altos voos (pese embora a proximidade do gigantesco aeroporto de Frankfurt).
Minuto 5, ensaio de Frederico Oliveira, com transformação de Pedro Cabral; 2 minutos mais tarde é Gonçalo Foro que marca o ensaio que seria transformado pelo mesmo Pedro Cabral. As coisas estão bem encaminhadas, Portugal controla o jogo a seu belo prazer e viria a marcar mais 2 ensaios antes do intervalo (Pipas e Francisco Fernandes); Pedro Cabral transformaria os 2 ensaios e juntaria mais 1 penalidade ao pecúlio pessoal. Pelo meio, uma tímida reacção do germânicos que só estiveram perto de marcar ensaio já perto da pausa, mas uma excelente placagem de Gonçalo Foro não o permitiu.
Com o intervalo viria a oportunidade de testar a qualidade da cerveja local. Tomaz Morais também deve ter pensado que seria um bom momento para fazer testes, pois começou a rodar a equipa logo na reentrada para a segunda parte.
Na segunda parte a historia não mudou: Portugal dominador e demolidor: ensaios de Diogo Mateus, Vasco Uva, Frederico Oliveira (2) e Pipoca Leal. Todos eles convertidos quer por Pedro Cabral (assinou mais 1 penalidade) quer por Joe Gardener.
Resultado final 0-69!!! Foi a festa para os portugueses presentes a quem os jogadores ofereceram as suas suadas camisolas. Um prémio para aqueles que, estando fora, vibram como loucos com os feitos do desporto nacional.
Depois das despedidas, da promessa de estar em Madrid e em Lisboa, das contas aos outros resultados e de se começar a ponderar uma eventual deslocação a Kiev, lá nos metemos à estrada para apanhar os mesmos engarrafamentos, agora em sentido contrário, mas com a satisfação de num dia bem passado termos ficado convencidos que com o espírito guerreiro dos Lobos somos capazes e vamos conseguir estar no Mundial.
Portugal esteve muito bem face a um adversário claramente inferior. Inferior, sim. Há que dizê-lo para não embandeirar em arco. Mas os Lobos foram responsáveis na maneira como abordaram o jogo e competentes a resolver as (poucas) dificuldades impostas pelos germânicos.
Foi um dia perfeito da selecção nacional: muitos ensaios, todos os pontapés aos postes transformados, quase todos os alinhamentos ganhos...enfim, uma excelente exibição a dar moral para os jogos difíceis que se avizinham.
Esperemos que a inspiração também marque presença contra espanhóis e romenos, já que a transpiração nós sabemos que está sempre presente.
A título de curiosidade, notei que no site do IRB e na ficha de jogo preenchida pelo Delegado da Fira, os números do Gonçalo Foro (11) e do Frederico Oliveira (14) estão trocados, pelo que em ambos os casos se atribuem 3 ensaios ao Gonçalo e apenas 1 ao Fred, quando na realidade é o contrário.
Cabral e Pipoca foram os portugueses chamados ao controlo anti-doping. Ainda bem que eu não fui, porque dava positivo de certeza.
Voltemos ao princípio: Heusenstamm fica na história do rugby nacional pois foi lá que, no passado sábado, a selecção nacional conseguiu a sua maior vitória de sempre.
E eu estive lá!